Saturday, January 20, 2007

Isso foi escrito há tempos, mas acho digno de ser lembrado.


Careta_______não sei se ser assim me faz bem ou mal.
Não gosto de ser careta, tento falar tudo o que penso, na hora que quero, mas muitas vezes as verdades que digo machucam, não por eu dizer de maneira errada, mas por dizer algo que sabe-se que é verdade mas o outro(à quem me refiro) não quer admitir.
O problema não é a louÇa, é a louCa.
Tenho vontade de gritar, gritar_________vomitar tudo o que penso na cara dos velhos, mas não posso, eles mandam, eu obedeço.
Feliz será o dia em que eu terei que os sustentar, não farei porque quero, ou por amor, farei por dó. Dois velhos sujos, suplicando por uma TV 14 polegadas, um pra assistir ao jogo, outra pra assistir o "vale a pena ver denovo".
Pessoas (algumas) são ignorantes, insensíveis e pseudo-liberais.

Liberdade ou, prisão.
meu nome não é romeu e julieta, nem vodka com sprite, nem pink floyd, nem português e literatura.
Eu sou a literatura, sou a expressão, português é a omissão, sou aqulea que jamais se calou, aquela que deseja ser ouvida, aquela que todos deploram e esperam sua morte, por não omitir o real, não faço contos, sou literatura, sou o real, sou a imagem contrária à do espelho, não sou um reflexo, sou o que provém o reflexo, soa a estrela que todos odeiam mas querem ver, querem falar, querem pedir, querem sentir, sentir e depois jogar, jogar num jogo onde quem perde é mulher do sapo. A literatura perde sempre. A coitada devia ser omissa e desgraçada, assim não seria burra(inteligente) o bastante pra falar o que der na telha.
A literatura comtempla o que é real, e tem nojo da fantasia.
Fantasia, que fede cada vez mais, fantasia impura, pura falsidade.
Máscaras. Pra que eu preciso delas? A literatura não usa máscaras, a literatura tira a máscara do zorro assim: mocinho vira bandido, padre vira ladrão e preta vira baroneza.

PAUSA PARA O CAFÉ.




7 comments:

Luan Araújo said...

lindo isso, lin-do!

Pedro . said...
This comment has been removed by a blog administrator.
Pedro . said...

E fica aquilo que não é vão.
No vão das coisas que não são vãs.
Pessoas (algumas) são pessoas.
Doído ou doido: 'É uma questão de acento.'

Ex nihilo nihil fit said...

Mas é tão bom ser careta.
Assim nunca sofreremos por termos idéias novas, pois elas serão as mesmas de sempre, as normais.
Seja normal, amiga.
A normalidade é tão normal.
É normal ser normal, não tenha medo de ser normal, pq é normal, é normal.

Karina said...

Acho que temos muito em comum.
Apareça para descobrirmos.
:*

Anonymous said...

Não é que você seja careta, é que você não usa máscaras - como você mesmo disse no fim do texto, e nesse mundo hipócrita de hoje as pessoas fingem ser e odeiam os sinceros. E essa realidade é dolorosa, eu sei o quanto.
E quanto aquilo que você falou sobre liberdade e prisão, me enquadro nisso, num misto de liberdade e prisão. Digo, em vários momentos, e vai saber se é isso que eu quero mesmo, que não vejo a hora de chegar o momento em que eu vou ter que sustentar meus pais. Mas não por dó, por amor mesmo.

Gostei daqui.
Beijo.

Anonymous said...

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